segunda-feira, 14 de abril de 2014

Reutilização de materiais - um atalho para Soluções Sustentáveis?




O foco em fechar o ciclo de materiais não é novidade. De fato, temos visto várias gerações deste conceito, a partir do início dos anos noventa, quando projeto para reciclagem foi excessivamente publicitado se transformando em "tendência". Isso resultou nesta codificação engraçada de peças plásticas, mostrando que tipo de plástico foram feitos. 
Aparentemente, a ideia era que iríamos estabelecer fábricas onde os trabalhadores com bons óculos de leitura desmontariam cuidadosamente produtos, leriam os rótulos e jogariam cada parte na lixeira certa. Como uma solução sustentável, isso era demasiado complexo. Na vida real, os produtos não são desmontados, mas triturados ou fatiados. Então, nós encontramos algo melhor: Projeto ou "design" para a fragmentação. As novas tecnologias fazem um trabalho razoavelmente bom de separar os diferentes materiais. Mas devemos ser cuidadosos em tentar fechar os laços e reutilizar materiais para fazer novos produtos - para os plásticos, por exemplo, o material reciclado ainda é de baixa qualidade e valor. Em vez disso, devemos ter certeza de que não estamos latindo para a árvore errada , e procurar outras formas em que resíduos podem contribuir para a sustentabilidade. Transforma-los ao invés de simplesmente reutiliza-los.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Mapeando o novo aprender

“O objetivo da ONG, cujo Reevo é o primeiro projeto, é reunir comunidades e coletivos de pessoas com interesses comuns e trabalhar em rede para construir conhecimento e formas de ação coletiva”, explicou ao Porvir o cineasta argentino German Doin, 26, líder do projeto.

O trabalho provocativo de Doin em prol da educação alternativa começou antes da criação do mapa, a partir do filme independente “La Educación Prohibida”,  lançado em agosto de 2012 pela internet, depois de três anos de produção. Para filmar a película, o argentino e outras pessoas que se juntaram a ele ao longo do processo visitaram 45 experiências de educação não convencionais em sete países da América Latina. A ideia era divulgar formas de educação transformadora e promover debate sobre o tema. E eles conseguiram.

O mapa é uma continuação dessa conversa. Lançado junto com o filme, o Reevo documenta experiências (as do filme e outras) e as divulga. A ideia é transformar o Reevo em uma rede social e virtual dedicada à educação alternativa. O próximo passo é combinar o mapa com uma enciclopédia colaborativa.




Doin não está sozinho na empreitada. Atualmente, quatro pessoas com formação em comunicação e redes colaborativas trabalham em tempo integral no projeto. E cerca de 20 ativistas voluntários de vários países da América Latina e do mundo hispânico contribuem visitando escolas e relatando iniciativas inovadoras, assim como Doin fez para filmar seu filme.

Doin também é entusiasta das múltiplas iniciativas  que buscam exemplos de ensino inovador e espera que elas transformem a educação. 

“Não é algo coordenado, mas estamos usando um meio de comunicação que a academia e os espaços que tradicionalmente pesquisam educação não usam, que é a internet e a cultura livre de divulgação de conhecimentos. Dentro da universidade muita gente já fez esse mesmo trabalho, mas isso se perdeu em bibliotecas, bancas. Estamos tratando de recuperar essas investigações. Dar visibilidade a essas experiências vai influenciar mais as políticas publicas”, diz.

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Uma avalanche de estímulos

O Café Filosófico cpfl, é uma série de encontros nos quais são abordados os anseios e angústias dos indivíduos na sociedade contemporânea. Aqui, o ponto de partida para se pensar o contemporâneo são as pessoas e seus afetos; são os comportamentos, angústias e ansiedades nas relações mais próximas de cada um de nós; são expressões, estilos, aventuras e modos de existir. as referências teóricas fundamentais estão na psicanálise e na filosofia.

Nesse contexto, trago para o Sustentacto o episódio Relações humanas, demasiado humanas – parte 1 – com Marcelo Tas, Martha Gabriel, Ronaldo Lemos e Jorge Mautner. É inegável: nunca na história da civilização tivemos acesso a tal quantidade de informação. junto com a avalanche de estímulos, uma igual quantidade de dúvidas, angústias..


     

Via

sexta-feira, 4 de abril de 2014

1964 - 2014 - 50 anos do Golpe Militar no Brasil

A produção independente financiada pelo Projeto Marcas da Memóriada comissão de Anistia "Militares da Democracia", traz em seu primeiro episódio os antecedentes do Golpe Militar de 1964 entre os dias 31 de março e 2 de abril, quando forças armadas provenientes de Minas Gerais se rebelaram contra o governo de João Goulart, levando o presidente à decisão de partir para Porto Alegre.

Militares da Democracia - O dia do golpe

 

terça-feira, 1 de abril de 2014

O Sistema Educacional está obsoleto

"Desde a pré-escola até o pós-doutorado, o que fazemos é estimular o estudante a ser dependente do professor"- Ronaldo Mota

Conforme entrevista de Ronaldo Mota (Professor emérito da UFSM, especialista em ensino e inovação tecnológica), o atual sistema educacional é obsoleto e o novo modelo só se erguerá se docentes e instituições ouvirem as lições de um ator: o aluno.

Nas palavras de Mota:

"O modelo de escola que conhecemos hoje será completamente extinto. O papel do professor, também. Ele poderá até receber outra denominação, como "designer educacional", um profissional dedicado à organização de conteúdos. Mas ele não poderá fazer essa tarefa sozinho: o processo de ensino e aprendizado será cada vez mais coletivo. O designer educacional de física que se propuser a colocar o conteúdo de aula em uma plataforma on-line contará com ajuda de gente que saiba usar a plataforma, alguém que entenda de design, usabilidade e ferramentas no ambiente virtual. Não será uma pessoa só, vai ser um time. No começo do processo de mudança, provavelmente ainda contaremos com um professor clássico, que domina o conteúdo de uma disciplina. Mas ao lado dele, veremos um menino de 14 anos, responsável por fazer a interface gráfica da plataforma. É um fenômeno que já está acontecendo: as grandes funcionalidades dos portais educacionais são desenvolvidas hoje por jovens que dominam os sistemas digitais graças à afinidade que possuem com o universo dos games. Se resolver ficar sozinho, o professor perderá essa corrida

Precisamos usar metodologias que valorizem a aprendizagem independente. Em caminho contrário, o Brasil deve ser o campeão mundial da aprendizagem dependente. Desde a pré-escola até o pós-doutorado, o que fazemos é estimular o estudante a ser dependente do professor. Por que o professor que termina o pós-doutorado na universidade tem medo de sair do laboratório? Porque ele é dependente. Nos países mais desenvolvidos, o estudante é estimulado a encontrar seus próprios caminhos. Aqui,  criamos uma estrutura de dependência tão grande que as pessoas são estimuladas a não abdicar da zona de conforto. O que mais precisamos é do oposto disso. Quando isso ocorre, temos a rebelião à que estamos assistindo, sem interferência do Estado, dos pais e muito menos da escola: essa rebelião é movida pela juventude à procura de mecanismos alternativos. Isso explica o sucesso de serviços de aprendizagem on-line como o Veduca, que já tem 3,5 milhões de inscritos".



Trechos da entrevista feita por Bianca Bibiano para a Veja

Um breve retrato da classe média brasileira

"O crédito está corroendo o poder econômico da classe média enquanto engorda a conta bancária dos bancos"  - Marcos Rezende.

Um estudo publicado em fevereiro de 2014 pela Serasa, revelou que a classe média movimenta 58% do crédito e injeta R$ 1 trilhão na economia todos os anos se tornando o principal público consumidor do país adquirindo tanto bens individuais (viagens, notebooks, tablets, smartphones) como bens familiares (móveis, eletrodomésticos, carros, imóveis).
Estima-se que em 2033 apenas 9% dos brasileiros pertencerão à classe baixa contra os 24% atuais, fazendo o número de brasileiros na classe média aumentar de 54% para 58% e de 22% para 33% na classe alta.
Apesar dos belos números, ficam no ar as seguintes perguntas:
  • Será que a classe média está feliz com este aumento do poder econômico?
  • Será que ela está contente com os serviços públicos que utiliza e com a infraestrutura oferecida pelo país?
  • Será que ela está realizando seus sonhos ou apenas satisfazendo alguns desejos pontuais de consumo?
  • E o futuro dos seus filhos? Estão garantidos ou a classe média precisa se esforçar ainda mais para mantê-los na posição social que conseguiram alcançar?
  • Qual o valor da riqueza para a classe média? A prisão do consumo ou a liberdade de escolha que praticamente não existe?
O estudo complementa, que o maior número de membros da classe média (39%) faz largo uso do crédito a que tem acesso, focando nas prioridades, geralmente vinculadas ao bem-estar familiar.
Classificados como batalhadores, eles gastam seu dinheiro em turismo nacional, veículos, eletroeletrônicos, imóveis, móveis, eletrodomésticos e seguros e tem como produtos e serviços de desejo, viagens de avião para destinos nacionais, móveis para casa, máquina de lavar, TV (Plasma, LCD e LED), imóvel e carro.
Ou seja, apesar do poder econômico que esse grupo adquiriu, utilizam o dinheiro para satisfazer seus desejos mais imediatos; vendem seu tempo em troca de um salário no final do mês que lhes possibilite pagar as dívidas assumidas; e não possuem dinheiro guardado ou aplicado de nenhuma forma.
Resumindo, a classe média é uma massa gorda da economia brasileira que nada mais faz além de pagar contas.

5 algemas mentais que aprisionam você à classe média 

Algema 1: O futuro a Deus pertence

algemas casal idoso se olhando 5 algemas mentais que aprisionam você à classe média
“Preparar o futuro significa fundamentar o presente.” ~ Antoine de Saint-Exupéry 
Você sabe o que você vai estar fazendo aos 70 anos? Com quem você vai estar ou qual será a sua contribuição para o mundo?
Apesar de muitas pessoas acreditarem que a vida acaba um pouco antes dos 70 anos, a expectativa de vida no Brasil atualmente é de 74,6 anos conforme estudo do final de 2013 publicado pelo IBGE.
Será nessa idade que você não terá mais o pique dos vinte e poucos anos quando conseguia sair à noite, beber e ir trabalhar no dia seguinte.
Sempre surgem novas “oportunidades” que não me abalam como antes porque mantenho o foco naquilo que decidi para o meu futuro. Quando uma “oportunidade” nova surge, me pergunto: Isto tem a ver com o que planejei para o meu futuro?

Algema 2: É preciso aproveitar enquanto é tempo.

algemas homem pensando 5 algemas mentais que aprisionam você à classe média
“Saiba que são suas decisões, e não suas condições, que determinam seu destino.” ~ Anthony Robbins 
Vale mesmo à pena participar daquela promoção onde você compra uma televisão para ganhar outra caso o Brasil seja campeão da Copa do Mundo? Ou comprar aquele carro mais bonito só para desfilar para os vizinhos do condomínio?
Na maioria das vezes não tomamos as melhores decisões porque não estamos comprometidos com uma visão de longo prazo. Assumimos dívidas e compromissos desalinhados com os nossos objetivos de vida porque estamos com a atenção voltada para a satisfação dos desejos presentes.
Um bom exemplo é quando compramos um carro que já é caro quando pago à vista e que fica ainda mais caro quando pago à prazo só porque desejamos ter um carro melhor do que aquele que temos agora.
Enquanto um brasileiro paga US$ 28,6 mil por um Astra, o europeu, com o mesmo valor (US$ 28,3 mil) compra um BMW 3 Series. Sem falar nos juros de financiamento, onde a média cobrada no Brasil é de 25% (ao ano), enquanto na Alemanha são 4%, nos EUA 8% e no Japão 6% conforme citado em uma reportagem recente do portal Terra.
Seth Godin, guru do marketing mundial, disse:
  • Quem determina a forma como reagimos às coisas que acontecem com a gente?
  • Quem escolhe a mídia que consumimos?
  • Quem decide o que começamos e o que abandonamos?
  • Quem decide que tipo de coisas investimos ou não?
  • Quem procura alguém para culpar?
Continua: “Em uma cultura onde mais e mais escolhas são tiradas das mãos daqueles que se identificam como consumidores ou engrenagens do sistema, os adultos ainda possuem algumas das responsabilidades mais importantes de todas.”
Distraídos, tomamos decisões precipitadas que comprometem nosso tempo e dinheiro sem avaliar o impacto destas decisões no nosso futuro e no da nossa família. Por isso a classe média está presa a objetos, salários e financiamentos que estão corroendo o seu poder pessoal, a sua saúde e o avanço dos seus membros para classes sociais mais acima.

Algema 3: O tempo é curto.

algemas despertador no chao 5 algemas mentais que aprisionam você à classe média
“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito.” ~ Pitágoras
Você já parou para perceber que Bill Gates aos 19 anos viveu o mesmo número de horas que você viveu também aos 19 anos?
A diferença entre a vida dele, a minha e a sua, é que ele utilizou seu tempo de forma diferente de nós, pois podem levar anos tentando se encontrar, enquanto que ele, aos 19 fundava a Microsoft, empresa que hoje tem quase 40 anos e foi avaliada em US$ 238.784 bilhões em 2010.
Não há nada de errado em ser empregado, inclusive tem muito dono de empresa que é empregado do seu próprio negócio, mas a principal chave para quebrar essa algema que te mantém preso à classe média é compreender que o tempo é um ativo limitado, que depois que usamos ou vendemos o nosso tempo não temos como recuperá-lo.
Sendo empregado ou trabalhando como prestador de serviços para outras pessoas, você precisa ter em mente que deve se aperfeiçoar para aumentar o valor da sua hora ou criar um sistema de trabalho envolvendo delegação de tarefas a pessoas e softwares que multiplique a quantidade de horas que você consegue entregar para seus clientes.
Um dos principais erros na carreira é vender as horas que se tem quando se é mais jovem para receber um bom salário ou ter aberto uma empresa de prestação de serviços onde eu era o meu principal empregado.

Algema 4: Segunda-feira é pior dia da semana.

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“A escravatura humana atingiu o seu ponto culminante na nossa época sob a forma do trabalho livremente assalariado.” ~ George Bernard Shaw 
Você hoje é melhor naquilo que faz hoje do que era ontem? Você está planejando aprender um pouco mais sobre aquilo que trabalha hoje no dia de amanhã?
55% dos profissionais do mercado não estão satisfeitos com o seu trabalho como revelado em uma pesquisa recente da empresa 4Hunter Consultoria.
Isso revela que 55% do mercado não está evoluindo como poderia estar, porque como seus membros não gostam daquilo que fazem acabam tendo menos interesse em melhorar na profissão que aqueles que gostam. Todo mundo perde.
Se você gosta de cozinhar, provavelmente é o primeiro a entrar na cozinha no dia de domingo e o último a sair. Você pesquisa novos pratos na internet para fazer para seus convidados e compra de vez em quando um novo acessório ou livro para lhe auxiliar nesta tarefa.
Por gostar daquilo que você faz você se interessa, vai atrás de novas informações se dedicando continuamente em melhorar suas habilidades culinárias.
Fuja do objetivo familiar de encontrar uma profissão que dê dinheiro ao invés de uma que dê satisfação. É por esse motivo que temos médicos, engenheiros, advogados, técnicos e toda a sorte de profissionais, medíocres, que entraram na profissão para ganhar dinheiro e não porque gostavam. 
5) Dinheiro não traz a felicidade!
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“O dinheiro não traz felicidade — para quem não sabe o que fazer com ele.” ~ Machado de Assis (Tweet Isso)
Seria ótimo se você pudesse ficar em casa quando seus filhos estivessem doentes? Ou poder ir no café da tarde de aniversário daquela tia-avó que tem 89 anos, que você adora e que sabe que talvez esse possa ser o último aniversário que ela vá comemorar? Ou ainda ter tempo para colocar aquela conversa em dia com a sua esposa ou com o seu marido? Então ...
Dinheiro é sim uma ferramenta poderosa para sustentação da felicidade.
É quando estamos mais tranquilos em relação ao dinheiro que nos permitimos planejar melhor um novo projeto, assistir aquele filme que nos recomendaram ou simplesmente resolver os problemas do dia a dia que acontecem dentro de casa e nas nossas empresas.
É por causa de pensamentos como esse que a maioria das pessoas não estuda sobre o tema finanças. Não sabem administrar o próprio dinheiro e tampouco utilizar o próprio sistema econômico para gerar mais receita para si. Pensam que economia é juntar dinheiro na poupança enquanto paga todas as contas do mês dentro do vencimento.
O crédito está corroendo o poder econômico da classe média enquanto engorda a conta bancária dos bancos.
O patrimônio líquido do banco Itaú no segundo trimestre de 2013 atingiu R$ 75,8 bilhões, crescimento de 1,8% em relação ao trimestre anterior fechando o primeiro semestre daquele ano com o segundo maior lucro da história dos bancos, perdendo apenas para ele mesmo em 2011.
Dentre os fatores que contribuíram para este crescimento, estão a alta de 13,5% dos empréstimos consignados e 8,7% dos financiamentos imobiliários, além do crescimento de 15% a 18% nas receitas com prestação de serviços e resultados com seguros, previdência e capitalização, um dos piores destinos para o dinheiro da classe média.
Traduzindo, a classe social que mais consome no país, paga os juros que engordam o lucro dos bancos que utilizam essa falta de educação financeira para vender produtos e serviços que só ajudam a apertar esta última algema no pescoço de quem não sabe:
  • lidar com dinheiro;
  • trabalhar no que ama;
  • utilizar o tempo a seu favor;
  • tomar boas decisões; e
  • planejar o futuro.
É como se a classe média fosse um adolescente que se acha o “rei da cocada preta” enquanto se contenta com as esmolas de prazer que sua pobre vida lhe oferece a cada final de semana.