segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Primeiro barco solar a dar a volta ao mundo



Batendo pavilhão suíço, o primeiro barco inteiramente movido pela energia solar começou sua volta ao mundo.
O projeto deve suscitar uma tomada de consciência pela mobilidade solar e pelas energias renováveis.

O MS Tûranor PlanetSolar deixou o porto de Mônaco no início da semana. “Avançamos muito bem”, explicou por e-mail enviado do barco Rafael Domjan, iniciador do projeto e membro da tripulação.


“Depois de seis anos de trabalho, é difícil encontrar palavras para explicar o sentimento de podem enfim navegar. É genial navegar à noite com a energia solar”, diz o suíço Raphael Domjan.

O barco tem um motor silencioso, totalmente não poluente, baseado na energia solar. “Nossa ideia é provar que a tecnologia das energias renováveis evoluiu muito e que hoje é confiável”, acrescenta Domjan. Queremos mostrar que a navegação motorizada por funcionar sem petróleo.”

"O Senhor dos Anéis"

O Tûranor (que significa “potência do sol” no “Senhor dos Anéis”) vai percorrer 50 mil km durante um pouco menos de oito meses. Vai atravessar o Atlântico, o Canal do Panamá, subirá até São Francisco, depois Sydney, Cingapura e os Emirados Árabes Unidos.

A tripulação deve constantemente corrigir a trajetória e sua velocidade à radiação solar e às previsões meteorológicas. A velocidade médica estimada é de 7,5 nós.

Maior barco solar desse gênero, o Tûranor custou aproximadamente 16,6 milhões de francos suíços. O catamarã tem 31 m de comprimento, 15 m de largura e pesa 85 toneladas.

O barco solar é coberto de 540 m2 de painéis fotovoltaicos conectados aos motores de cada lado do casco. As partes solares removíveis adicionais lhe permite navegar durante três mesmo sem nova energia solar.

Apoio do Estado

O projeto tem apoio do Ministério suíço das Relações Exteriores, com uma subvenção de 300 mil francos para o período 2009-2011. Segundo a chanceler Micheline Calmy-Rey, PlanetSolar foi designado para promover o espírito competitivo e concorrencial da Suíça, sobretudo nas tecnologias ambientais e as energias renováveis, setores em que Suíça pretende ser um país de referência.

“É um projeto espetacular e verdadeiramente global, declarou” Micheline Calmy-Rey à swissinfo.ch. PlaentSolar é uma plataforma ideal para promover a mensagem ambiental em razão de sua grande visibilidade e do grande interesse da mídia”, acrescentou a ministra.

O barco poderá também contar com o apoio logístico e organizacional das embaixadas e consulados suíços. Isso permitirá “encorajar e ampliar a rede suíça a um alto nível.”

Energia fotovoltaica

Lancé au bord du Lac de Neuchâtel en 2004, PlanetSolar est né grâce au travail d’une équipe internationale d’ingénieurs, de physiciens et de constructeurs de bateaux.

Mais il n’est pas le seul projet lié à l’énergie photovoltaïque en Suisse. L’avion «Solar Impulse» de Bertrand Piccard prépare lui aussi un tour du monde, en 2013.

La semaine dernière, l’avion effilé a décollé pour la première fois des aéroports de Genève et de Zurich. En juillet, il avait réussi à voler toute la nuit, attirant l’attention des médias du monde entier.

Un inventeur suisse a en outre fait le tour du monde dans un taxi solaire.

"Suíços muito interessados"

David Stickelberger, diretor da Associação dos Profissionais da Energia Solar (Swisssolar), acompanha atentamente o trabalho dos pioneiros. “Eles permitem divulgar os progressos nesse setor”, afirma.

“Essas tentativas demonstram que os suíços são muito interessados e que acreditam. Esperamos ir ainda mais longe”, declara Stickelberger.

Se a pesquisa e o conhecimento são grandes na Suíça, a utilização da energia solar – que representa apenas 0,13% da produção energética – para as necessidades domésticas ainda é fraco, lamenta o diretor. Os suíços ainda estão atrasados em relação aos alemães (no fotovoltaico) e aos austríacos (pela energia térmica).

O especialista vê duas razões para isso : a energia convencional é muito barata e falta vontade política.

“Nos poderíamos produzir aproximadamente um terço da energia elétrica com a tecnologia atual. As novas células fotovoltaicas aumentarão ainda mais essa eficiência.”


Isobel Leybold-Johnson, swissinfo.ch
(Adaptação: Claudinê Gonçalves)

sábado, 23 de outubro de 2010

E V A - equivoco voluntário aplicado ou etileno-acetato de vinila

Conhecendo materiais...

Segue então a 1ª parte da série com a descrição do E V A:

O poli[(etileno)-co-(acetato de vinila)] (EVA) possui grande aplicação na indústria calçadista, sendo utilizado na confecção de placas expandidas para posterior corte de palmilhas e entressolas. Estudos realizados na região sul do Brasil mostraram que os resíduos gerados pela indústria calçadista foram superiores a 200 toneladas/mês em 2001, sendo o maior volume oriundo de recortes de placas expandidas. Por isso, o objetivo deste trabalho foi o de caracterizar resíduos de EVA de chapas expandidas, visando à reciclagem mecânica desse material. Análises em MEV demonstraram que o resíduo de EVA apresenta uma morfologia microcelular que é destruída após o processo de moagem. O resíduo de EVA moído apresenta duas fases, uma reticulada (matriz) e uma não-reticulada (dispersa). O resíduo de EVA apresentou teor de gel de aproximadamente 75% em massa, cerca de 20% em massa de acetato de vinila (VAc), fora processado a partir de EVA com aproximadamente 28% de VAc e possui teor de carga inorgânica de 20% em massa, segundo análises em TGA. O EVA resíduo apresentou maiores valores de módulo elástico e de dureza, e menores valores de elongação na ruptura e de resistência ao impacto Izod. O custo energético da moagem do resíduo de EVA foi calculado como sendo inferior a 5% do valor do EVA virgem.
Palavras-chave: EVA, chapas expandidas.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-14282005000100016&script=sci_arttext&tlng=pt


O copolímero poli[(etileno)-co-(acetato de vinila)] (EVA) é formado pelo encadeamento de seqüências aleatórias de polietileno e poli(acetato de vinila) (PVAc). Suas propriedades são geralmente intermediárias, quando comparadas as dos componentes puros, o que se deve à sua complexa morfologia, que é composta por uma fase cristalina, contendo unidades metilênicas, uma região interfacial, com segmentos metilênicos e segmentos de acetato de vinila (VAc), e uma fase amorfa, com segmentos metilênicos e unidades de VAc [1].

Se comparado com um PEBD de mesma massa molar, o EVA apresenta maior valor de elongação na ruptura e de resistência ao impacto, e menor módulo de elasticidade. O EVA com teores de acetato de vinila entre 18-28% em massa possui grande aplicação na indústria de calçados, sendo a maior parte utilizada na confecção de placas expandidas para estampagem de palmilhas, entressolas, confecção de solados [2], ou de variados artigos como: viseiras, brinquedos, material didático, etc.[3-5]. Os solados produzidos com EVA expandido possuem densidades menores comparados ao SBR ou ao PVC expandido, e apresentam células fechadas, o que diminui a absorção de água.

Estudos realizados sobre o EVA têm mostrado o seguinte crescimento de consumo: 8.142 toneladas no ano de 1985, passando para 39.103 tonelada no ano de 1999 e para de 45.780 toneladas em 2003[6]. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Plásticos (ABIPLAST), em 2003 o consumo de resinas termoplásticas no Brasil foi da ordem de 3.817.000 toneladas. O polietilieno representou a maior porcentagem deste montante, cerca de 39,9% ( 1.522.704 toneladas), e o copolímero EVA com um valor de 1,2% (45.780 toneladas)[6].

A indústria de calçados da região do Vale do Rio dos Sinos (Rio Grande do Sul), gerou uma quantidade de resíduos superior a 200 toneladas/mês, de acordo com estudo realizado em 2001 por Serrano [7], o qual identificou 72 componentes poliméricos em diferentes proporções. Os materiais que representaram um volume maior entre estes resíduos eram oriundos do processo de recortes de placas expandidas, constituídas por aproximadamente 3,9% de EVA, dependendo das características das micro-regiões produtoras de calçados [7,8]. O processo de corte e acabamento de chapas expendidas de EVA gera uma média de 18% em massa de material residual, perfazendo o montante estimado no Brasil deste tipo de descarte da ordem de 7.932 toneladas anuais [8]. Baseado neste cenário, o objetivo deste trabalho foi o de caracterizar resíduos de EVA provenientes de chapas expandidas quanto à morfologia, propriedades térmicas e propriedades mecânicas e determinar o custo da moagem destes resíduos visando sua reutilização.

falando em calçados, que tal mostrar do que o EVA é capaz...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Onde carregar a bateria do celular

Hoje durante a tarde, tive a possibilidade de utilizar um serviço um tanto diferente nas lojas de aparelhos celulares.

Há alguns dias (diga-se meses) meu bom e velho galo (o celular, um Nokia de 5 anos de idade) não funciona com o mesmo talendo de anos anteriores.

E por uma fatalidade o carregador de sua bateria está perdido meio a tantos fios no apartamento de minha mãe.

O fato é que ao caminhar pelo centro comercial do Bacacheri, bairro próximo ao de minha mãe, avistei uma a loja de celular, um bom lugar para procurar um novo carregador. Aproveitei o momento e sabendo que a minha caminhada entre os estabelecimentos levaria alguns minutos, o celular poderia ficar carregando na loja.
Pois dito e feito. Logo uma atendente veio me recepcionar, perguntei do carregador específico que custava 20 reais. O carregador já estava lá na loja, esperando para ser comprado. Então lancei a questão: "E eu posso deixar ele carregando aqui?"Logo a resposta foi positiva e de eu ter aproveitado a estrutura existente transformou o momento em "serviço de uso" e não de venda. Esta foi a minha segunda experiência deste tipo.A primeira foi em Berlim-Alemanha, numa situação similar.

Interessante também é pensar em outras possibilidades que os estabelecimentos, que ocupam espaço e consomem eletricidade durante horas todos os dias, podem oferecer.
São excelentes momentos de serviço a serem desbravados.

Caso alguém mais tente deixar o celular carregando numa loja, me mande uma mensagem dizendo como foi a reação do atendente do local, ficarei feliz em compartilhar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Troca Troca, um hábito saudável



Aconteceu no sábado passado, 16/10/2010 D.C. no espaço do "Café Ludica", parte anexa a Galeria Ludica no Centro de Curitiba um momento de prática do desapego.

A segunda edição do "Troca Troca" atividade batizada pelos blogs BTMess + Defenestrando + Trend Coffee provocou mais um incentivo a repensar formas de interagir e consumir. Teve gente que saiu com um guarda-roupa novo, livros técnicos e romances, óculos vintage, sapatos jamais calçados, e passou uma tarde agradabilíssima na Galeria Lúdica.

E enquanto rolava o som quem estava no local ainda conecia e saboreava o trabalho da publicitária, criadora, chef de confeitaria e amiga pessoal Carolina Garofani com sua CarameloDrama. Os doces coloridos deram um toque especial à tarde de trocas.

O espaço dispunha de cabides, araras e prateleiras para expôr objetos como: roupas, livros, cds, lps, (balança de química dos anos 60), acessórios, perfumes, objetos de decoração…

Participei levando um cd do Silverchair (alias um dos primeiros que comprei com meu próprio salário da extinda 91 Rock), um pote de tinta acrilica branca, vestidos, shorts, algumas peças únicas que trouxe de viajens, um par de sapatos e um terno original italiano hehehe.

Em troca fiquei com dois converse, uma blusa linda e um glorioso livro do Paulo Coelho.

Friso a importância do escambo como boa solução para aqueles famintos às novidades ou peças novas para deleite consumista.

EPlaylist: BTMess + Defenestrando + Trend Coffee
Onde: Café Lúdica (R. Inácio Lustosa, 367 – São Francisco)
Quando: sábado (16/10) – das 15 às 20hs
+cupcakes +snacks4free +drinks($3)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Felixbravo & Camafeu

O que doce tem a ver com música. Neste album, tudo.


vide notas

Gazeta do Povo - Jornal Periódico de Curitiba.
"É daqueles trabalhos que não casam com a pressa, precisam de tempo e calma para serem degustados.
http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1054355&tit=Felixbravo--a-musica-e-as-nuances-do-tempo

Rolling Stone - Revista Nacional.
"FELIXBRAVO foca na tradição da música para subverter."

Musicoteca - Site com distribuição online do disco.
"O novo disco "Camafeu" do Felixbravo é uma caixa de doces musicais! Os sabores da valsa, choro, bossa e maxixe. Prove!"

Balaio Contemporâneo - Blog musical.
"Tom e Vinícius do século 21 lançam a segunda obra musical."

Untuned - Blog musical.
"A novidade deles vem em sutilezas. Em uma bateria ora tocada com as mãos, na flauta transversal tocada por Bernardo, na harmonia do violão de João. Em sua poesia sutil e simples para cantar o amor, o cotidiano dos jovens, a infância. Uma mistura de jazz, Bossa Nova, samba e música erudita.


A relação do tempo para digerir a arte é tão fundamental quanto criar a arte em si.

Lembro que os encartes foram impressos em papel reciclado e é o cd vem embalado em um origami muito sagaz e a maior parte da divulgação para o show de lançamento no dia 17 de setembro no SESC da esquina é feito online, uma forma simbólica de manifestar a distinção do trabalho desta equipe.

Tertúlia Produções. alias Nina